BIENALSUR, uma bienal diferente

"Era necessário uma bienal que fosse totalmente diferente, que respondesse a critérios de uma política cultural. Em geral, as bienais são realizadas nas cidades e não são feitas para seus habitantes, mas para o público que viaja para vê-las. A BIENALSUR é diferente, é para o povo e chega a todas essas cidades”, disse Aníbal Jozami, diretor geral da BIENALSUR e reitor da Universidade Nacional de Tres de Febrero (UNTREF), em entrevista ao canal France 24.

Desta forma, Jozami se referiu à segunda edição da bienal, que será realizada entre junho e novembro de 2019 em vinte países, e que reunirá uma grande variedade de propostas de artistas, desde o consagrado artista italiano Michelangelo Pistoletto até jovens artistas emergentes de diferentes países.

"Todas as bienais que existem no mundo respondem à lógica das cidades. Nós da BIENALSUR temos uma ideia totalmente diferente, que não só tem a ver com cultura e arte em geral, mas também com uma análise da situação internacional no mundo, um projeto de política cultural", observou o sociólogo durante uma entrevista com a jornalista Janira Gómez Muñoz.

A BIENALSUR tem como objetivo "chegar a novos setores do público, que tradicionalmente não são alcançados," destacou Jozami em relação ao encontro cultural que ocorreu na primeira edição da bienal, em 2017, que reuniu mais de 300 artistas de todo o mundo, que exibiram seus trabalhos em 30 cidades de 16 países simultaneamente, em 84 sedes, incluindo museus, centros culturais e espaços públicos emblemáticos, todos com entrada livre.

"Em um mundo que constrói muros, construímos processos de integração. O valor fundamental desta bienal é reunir pessoas de diferentes origens, sem qualquer diferenciação de nacionalidade, raça ou gênero; e fazer uma bienal para todos”, concluiu.